quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Introdução ao Bodyboard!"


Olá meu caro leitor ou leitora, espero que te encontres muito bem de saúde, em paz, com relaxamento e felicidade interior, independente das circunstâncias externas!

O assunto que hoje aqui me traz, o Bodyboard, está, precisamente, relacionado com a prática do Bodyboard, um desporto que em princípio conheces e que consiste em usufruir da força e energia das ondas do mar para poder deslizar com o auxílio de uma prancha, ao longo da onda, que se for uma onda de qualidade, formará uma parede de água, ao longo da qual se deslizará, o que produz no praticante de Bodyboard um elevado deleite e prazer que rapidamente o torna adicto.

A prática do Bodyboard envolve, não somente, o deslizar nas ondas, as manobras que eventualmente se façam ao longo da parede (os rollos, os tubos, os 360’s, os aéreos, os ARS’s, etc) mas, também, o contacto com a fresca e salgada água oceânica, um elemento rico em vivacidade, proporcionador de momentos de elevada transcendência, capaz de nos oferecer estados interiores absolutamente inefáveis, relaxamento interno profundo, por vezes, êxtase, e sempre uma elevada frescura interna, que dura a prática inteira e também, uma elevada quantidade de horas após a mesma. Para alguém que, por ventura, tenha a desdita de ter de enfrentar diariamente circunstâncias de elevado stress, este tipo de prática tem o poder de levantar a moral de quem quer que seja, permitindo-lhe endireitar novamente os chacras.

Outra grande vantagem do Bodyboard é o seu baixo custo! Com cerca de €200 é possível adquirir todo o material necessário à prática, nas gamas baixas que se vendem na Decathlon e na Sportzone e que, embora não seja material topo de gama, é perfeitamente suficiente para praticar com conforto e segurança. Esse material consiste em fato de neoprene, licra, pés de pato, prancha, leash, meias de neoprene e chega. 

O fato de neoprene serve, obviamente, para proteger do frio, uma vez que a temperatuta média anual das nossas águas portuguesas é de cerca de 15ºC, o que não é lá muito quente. A licra é uma camisola de licra que permite evitar que a parte interna do fato arranhe o corpo. Os pés de pato são tipo umas barbatanas, mas mais pequenos e servem para se poder remar com mais velocidade, uma vez que a prancha de Bodyboard, ao contrário de uma de surf, oferece uma fortíssima resistência ao movimento na água; servem também para se poder fugir de correntes marítimas com facilidade, o que por vezes, é muito conveniente. A prancha, feita de um material espumoso, que pode ser polipropileno ou polietileno, serve, obviamente, para deslizar nas ondas e o tamanho dessa prancha não deverá ultrapassar o teu umbigo, para poder estar adequada ao teu tamanho; deves ter também em atenção a grossura da prancha, consoante as tuas proporções: se fores demasiado forte, convém que a tua prancha seja mais grossa e, pelo contrário, se fores mais franzino, convém-te uma prancha mais fina. O leash é uma espécie de cordinha enrolada em formato de fio telefónico e que tem a função de manter a prancha sempre próxima de ti, atada ao braço; já viste o quão trabalhoso seria, teres de ir à areia buscar a tua prancha, de cada vez que a perdesses? Quanto a ti não sei, mas, quanto a mim, parece-me altamente aborrecido! E, por fim, temos as meias de neoprene que permitem ajustar os pés aos pés de pato. Estes, por serem feitos de borracha são, por vezes, bastante desconfortáveis de usar, chegando mesmo a produzir feridas nos pés, bem difíceis de sarar (uma vez que não é isso que nos vai impedir de continuar a fazer Bodyboard). Com as meias, elimina-se quase por completo esse desconforto e quanto a feridas, elas nem sequer chegam a aparecer, o que é fantástico! 

Então, munidos do material, bora até à praia, que convém seja uma praia onde as ondas estejam ao nível das nossas capacidades. Embora acabe sempre por surgir um dia em que nos aventuramos um bocado mais, em que decidimos ir à raiz dos nossos limites (por isso se chama de desporto radical, porque nos leva a ir às nossas raízes e superar os nossos limites), é sempre bom assumir riscos calculados, isto é, nada de entrar no mar à parva! Se olhas de fora e te parece perigoso, deves ter isso em conta. É bom que fiques a observar o mar durante tempo suficiente para poderes perceber se é ou não uma boa ideia entrar. Claro que terás sempre pessoas a picarem-te, a dizer que és um mariquinhas por não entrar, a dizerem que te estás a cortar. No entanto, a tua integridade física é muito mais importante do que aquilo que os outros possam dizer. Se todo o teu sistema interno de alarme te diz para não entrares, não entres! Se possível, procura outra praia nas redondezas que seja mais acessível, ou então, fica a ver, ou vai mandar uns mergulhos ou vai ver uns rabos de biquiní mas não arrisques desnecessariamente a tua vida. Melhores oportunidades virão!

Um grande abraço e óptimas ondas!

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